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Jardins Suspensos

Jardins Suspensos

[People] O Mundo está Cheio de Coisas Idiotas e Pseudo-intelectuais #2

 Porquê que eu amo a blogosfera: Porque posso dizer o que penso.

 Porquê que eu odeio a blogosfera: Porque todos os outros também podem!

 

 Confusos? Eu não.

 

 Este meio de comunicação foi criado com o intuito de unificar e partilhar, deixar escrito o que muitas vezes não se atreve a sair-nos dos lábios. E se bem usado, pode ser algo maravilhoso, pois deixar alguém que não conhecemos de lado algum, emocionado ou bem disposto com aquilo que escrevemos, é um feito de tamanho emorme.

 Isto serve para partilhar o nosso eu com o mundo e se não estamos dispostos a tal, de que vale ter um blog, de que vale ter um blog público, de que vale ter um blog que não tenha comentários moderados? Se vamos destratar ou grosseiramente responder a alguém que mesmo não tendo lido tudo quanto escrevemos mas que gostou do que viu e decidiu que aquele era um blog que deveria visitar mais vezes e mesmo seguir, comentou, deixou o link do seu próprio blog e convidou a pessoa a conhecê-lo, porquê que temos um blog? Ser mal educado agora é moda? Sou eu que estou antiquada e não entendo?

 

 Talvez esteja a dar relevo demais ao pouco reconhecimento que as meninas importantes da blogosfera dão à Ana ou Maria comum, que também merece reconhecimento pela entrega de si mesma no seu canto. Mas é necessário falar sobre isso. É necessário dizer às princesas do teclado que todas nós somos princesas também. E muitas de nós temos mais conteúdo numa unha roída do que elas no corpo todo. Pois muitas de nós aliamos esta entrega ao emprego, aos filhos, ao que fazer para jantar e tantas coisas mais.

 

 Não se mede a importância de alguém apenas e somente pela quantidade de seguidores ou comentários cravados de monossílabos que tem. Nem sequer se tem muitas parcerias com marcas de renome. A importância de alguém, aquilo que vai deixar quando parar de querer ou poder bloggar, é a maneira como tratou quem esteve com ela, quem a visitou porque viu o link num blog e depois outro num comentário que leu e que por entre portas e travessas, lá foi parar, a maneira como se sentiu aconchegada ou não ao chegar. É isso que fica.

 

 Fiquem à vontade para deixar o link do vosso blog no comentário que me deixarem, se acharem que devem comentar. Acredito que só nos damos ao trabalho de fazer algo se tivermos vontade. Eu só comento onde quero e quando quero. Mas sei ser agradecida e de entre tantas coisas que aprendi, é que arrogância é um dos piores defeitos que se pode ter.

 

 O meu blog é pequeno? É. Vai ser grande? Já é. Para mim, para quem quiser, para quem entrar e se sentir bem porque eu disse o que me deu na gana ou porque tirei fotos a prémios ou compras ou às unhas. Porque fiz uma tag. Porque mandei alguém para o lado detrás da lua. Tanto faz.

 Entrem, sintam-se bem. E se não se sentirem, tenho pena mas não me mato a pensar em coisas que possam agradar a Gregos e a Troianos, é impossível fazê-lo.

 

 

 Conselho, não de amiga mas de quem passou por uma situação assim: se se sentirem incomodadas com um comentário no vosso blog não vão para o blog da outra pessoa fazer um comentário maldoso como paga. Podem simplesmente apagar o que vos fez enraivecer. Ou, como eu fiz uma vez, num outro blog que tenho, enviar um email educado, a explicar o quanto me desagradou o que disse.

 

 Fazer aos outros o que clamamos não admitir fazerem a nós, é de uma inconsistência atroz.

 

 

 

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