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Jardins Suspensos

Jardins Suspensos

Parafusos, Gesso e Agrafos: What a Night! :)

 Olá!

 

 Este post deveria ser sobre as pipocas e as ofertas e os bons descontos do VFNO. Devia também albergar, com muito jeitinho, o piquenique organizado pela Patrícia, o 2º Lisbon Blinner.

 

 Mas a boa sorte não quis que este fosse um post dessas coisas que nos fazem tão bem à saúde: comprar com desconto, conviver com alegria e coisas que tais.

 

 Ao contrário do que muito boa gente pensa, compras nem sempre são sinónimo de futilidade. Há claro, quem leve esse acto ao extremo mas prefiro maquilhagem e produtos de corpo do que tabaco ou bebida, essas chamadas drogas legais. No entanto, normalmente quem fala mal de quem compra, é quem não pode comprar. E isso é uma realidade quase banalizada: a pessoa perde poder de compra e ressente-se, não de si mesma, que tantas vezes nem sequer se mexe para mudar a sua situação, mas de quem ainda tem trabalho e algum dinheiro para gastar em coisas que lhe dão prazer, sem ter de viver à custa de quem quer que seja.

 Enquanto puder comprar, compro, que sem haver algum consumo, a economia também não anda. Quando não puder comprar, faço wishlists e aguento-me, que a única carteira que deve interessar a cada um de nós, é a nossa. E a dos políticos que nos chulam e pouco pagam do buraco que fizeram. Contas de outro rosário, que se começo a falar de política, não me calo. Eu já estive desempregada, sei o quanto isso é angustiante. Todos os desempregados que estiveram nas manifestações de dia 15, têm a minha compreensão. Eu tive a oportunidade, na altura, de sair do país por alguns meses. E saí. Deixei o coração em Lisboa e dei de comer ao meu filho, a kilómetros de distância dele. Se doeu? Claro que sim mas o que tem de ser, tem muita força e o meu filho nunca passou fome que eu tenho dois braços e duas pernas (ok, agora é só uma, já conto) e isso, para mim é o mais importante.

 

 Falando em coisas fúteis que nem são tão fúteis assim, a maior parte das pessoas categoriza as bloggers como gajas de cabeça oca, sem rumo nem nada mais que fazer que mostrar o que compram, o que recebem, o que querem comprar/receber, a roupa que vestem e coisinhas dessas. Verdade seja dita, há muito de bom e de mau no universo dos blogs, de gente trabalhadora e de gente calona, de boas intenções e de infernos cheios, de partilha e de inveja. Resumindo: é igual à vida normal mas via net. Quem trabalha em meios cravejados de gente, vulgo mulherio, estará mais calejado nesse aspecto...ou não. A verdade é que a maldade e maldizer de que muita gente é capaz, sempre me surpreeende um pouco mas é assim mesmo que correm os dias e de que vale andar a remoer? Será assim tão mais importante o que diz a Joaquina do blog X, do que o que a Marieta da secção Y discursa? 

 Eventos como o Lisbon Blinner, servem para formentar as coisas boas que há em ter um blog, a entre ajuda que pode surgir de repente, sem segundas intenções. Para quem não pode ir a este tipo de convívio, como eu não pude, há sempre alguém que aparece nas nossas vidas, quase sem que nos apercebamos, nos ajuda e nos incentiva, nos dá louvoures quando merecemos e nos puxa as orelhas também. Há gente assim neste universo virtual, que percebe perfeitamente que haverá sempre um assunto maior que aquele de que fala, mas que se entrega a ele, para que alente um mau momento, que influencie uma boa atitude, que informe. Há de facto blogs que só falam de assuntos de guerra e paz, de política ou desporto, mas por norma, quando desse tema queremos saber, ligamos a tv e vemos o noticiário.

 

 Os blogs são lúdicos e com sorte, dão informação boa e sincera sobre coisas que diferem de importância, consoante quem lê. Não façamos deles campos de batalha nem muros de lamentações. Se não gostamos, para quê que perdemos tempo a ler? Eu quando não gosto de alguém, não me dou com a pessoa. Exemplo? Trabalho há 7 anos no mesmo local e quando entrei, a R já lá trabalhava e por muitos era e é adorada. Quando olhei para ela e a ouvi, discordei imediatamente da opinião geral e nem sequer tentei aprofundar conhecimento. É raro falarmos e é sempre sobre trabalho, já me tentou entalar um bom par de vezes mas eu ainda lá ando. Não me rendo, não é por ela ser amiguinha do chefe e se dar aparentemente bem com todos que vou aproximar-me dela, devo mais a mim própria. Fazer o que é preciso para ter algum retorno, para mim, nunca passa por cunhas ou entalamentos, passa por fazer por mim mesma, por nós mesmos. Um blog ou mesmo o Facebook, devem ser encarados como o dia a dia. Não gostamos? Não falamos, não somos "amigos", não "seguimos", removemos e porventura, caso nos ofendam ou façam algo que vá muito em contra os nossos princípios, bloqueamos. Sem muita conversa nem justificações, que isso só dá azo a mais indigestões.

 

 Falando em indigestões...

 

 Quis o destino que eu me estatelasse em plena Avenida da Liberdade, partindo o tornozelo com um estrodo digno da Anatomia de Grey. As pipocas voaram, o cabelo esvoaçou e não, eu não estava de saltos. Eram sabrinas senhores, as malfeitoras que escorregaram e me fizeram o pé dobrar. Nunca tinha partido ossos, foi a minha primeira vez e embora haja uma primeira vez para tudo, não precisava desta no currículo. 

 Ainda assim, tive sorte. Um casal que passava, depressa se disponibilizou para ajudar e em conjunto com o meu melhor amigo, o rapaz ajudou-me a levantar e encostar-me, de perna alçada enquanto explicava ao INEM via telefone que não, não sabia qual era a freguesia que albergava a Avenida da Liberdade em Lisboa. A esse casal, um muito obrigado. E claro, ao meu amigo, que se dispôe a acompanhar-me sempre que pode, nem que seja para me ver o tornozelo triplar de tamanho. Fui operada de urgência na 6ª de manhã e hoje voltei a casa, com muito menos dores do que já tive. Quero também dizer que ganhei um renovado respeito pelos enfermeiros e pelos auxiliares, que em São José mas principalmente em São Lázaro, tão bem me trataram e ainda me fizeram rir várias vezes. Obrigado.

 

 Os pormenores sórdidos, guardo para outra ocasião ou para impressionar os amigos lol

 

 Já agora, dicas para andar de canadianas, há?

 

 Beijoo :)

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