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Jardins Suspensos

Jardins Suspensos

[Família] Irmandade, uma carta de tréguas

 Não me lembro bem como era quando éramos pequenas, as memórias estão baralhadas na minha cabeça, tenho montanhas delas, umas boas, outras nem tanto.

 

 Não me lembro de quando ficámos tão longe uma da outra, nem o porquê, lembrar-te-ás tu?

 

 Quando saiste pela porta, chorei. Chorei como chorei quando foste atropelada em criança e rezei para que Deus não te levasse. Ontem chorei assim mas não o fiz em frente a ti, esperei que te fosses para o fazer.

 

 Somos tão diferentes, pois somos? Às vezes penso que te desiludi, será que foi isso que criou o fosso que impera entre nós?

 

 A esta hora estás no céu, dentro de um pássaro de ferro, ao encontro da tua nova morada, levas nos braços o meu sobrinho que amo tanto e no ventre a minha sobrinha que não vou conhecer tão cedo. Espero que a tua vida futura seja tudo o que dela esperas e melhor, não te desejo a vida que me foi destinada, apesar de não ter vergonha alguma de ser quem sou, mesmo que tu possas ter.

 

 És minha irmã e Amo-te. Mesmo que não o mostre como deveria. Mas sim, Amo-te.

 

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