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Jardins Suspensos

Jardins Suspensos

Pela comemoração sem obrigação

 Olá!

 

 Se olharmos com atenção para o calendário, vamos perceber que, mesmo que não tenhamos tantos feriados como gostaríamos, temos sim várias datas comemorativas, umas feriados e outras não. Isto para dizer que, quando se quer e procura, se encontra sempre algo para comemorar, para celebrar. Este mês tivemos o Dia da Mulher, não obstante a sua necessidade ou intenção, e tivemos também o Dia do Pai. Ainda tivemos o início da Primavera e uns raios de Sol. Segue-se a Páscoa!

 

 A Páscoa na minha casa nunca foi mais do que ovos de chocolate, amêndoas e a tentativa pouco convincente de não comer carne. Quando a passávamos na casa da minha bisavó, ia lá o padre da aldeia benzer a casa e ou comias peixe ou comias peixe. Era tudo muito mais rigído e eu estava sempre com vontade de me ir embora. Atrevo-me a dizer que essas coisas todas não compraram a entrada no céu a ninguém, porque quando queres fazer o bem, fazes e pronto, não fazes em função de quem está a ver ou sabe.

 

 Já disse aqui uma vez: vamos fazer e criar as nossas próprias tradições, vamos pegar naquilo que conhecemos e moldá-lo em relação ao que somos. Não deixemos de celebrar os dias, mesmo aqueles que quase nada têm de sentido, só porque nos foi ensinado que só há uma maneira de o fazer. Não temos de ser os portadores da tortura das comemorações, só porque já fomos os torturados. Aquilo que determina se és boa pessoa ou não, se a tua vida foi algo que tiveste como um dádiva, não tem nada a ver com o teres comido carne na Semana Santa ou se foste à missa todos os domingos. Se optares por fazer essas coisas, que o faças porque te sentes bem assim, sendo que o contrário também é válido. Quando fazemos o que queremos, podemos e sentimos, e atentando que não estejamos a fazer mal a ninguém, estamos conscientemente a ser o melhor de nós.

 Já comprei os coelhos de chocolate e ainda vou comprar os ovos e amêndoas. Vou estar com a minha família e vamos comer aquilo que tivermos vontade de comer e cozinhar. Chamem-lhe felicidade.

 

 Sejam Felizes!