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Jardins Suspensos

Jardins Suspensos

[Cabeceira] 3 Policiais para ler enrolada numa manta

 Tenho as estantes cheias de livros, alguns deles ainda sem terem tido atenção. Esta semana temos planeada uma visita ao IKEA para comprar mais estantes, diz que o moço também tem livros seus e o resultado da junção do espólio de ambas as partes é a grosseira falta de espaço.

 

 Tal facto não me impede de querer mais livros, de os namorar nas montras digitais ou nos stands próprios, lá no hipermercado do costume. Por isso, e porque partilhar os meus desejos pode ser tudo o que vocês precisam para adicionar algum título aos vossos, aqui ficam 3 policiais para ler, enrolada numa manta.

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O Sítio Secreto, Tana French

Um jovem é encontrado morto nos jardins de um colégio feminino. A polícia não consegue apurar os culpados, nem clarificar as circunstâncias do crime. Mas alguém viu e sabe o que se passou…
"Sei quem o matou" é a legenda de uma foto do rapaz assassinado, que aparece misteriosamente afixada no Sítio Secreto: o quadro de avisos da escola feminina, onde as alunas afixam segredos de forma anónima. Esta pista inesperada relança o detetive Stephen a desvendar um nó de segredos para chegar à verdade.

O livro Sombras do Passado foi um dos meus livros preferidos de 2014, devorei-o de ponta a ponta. É por isso que preciso de mais Tana French na minha vida literária. Só isso.

 

Pureza Mortal, J.D. Robb

Um misterioso caso sangrento relacionado com vírus de computadores causa terror e espanto. Louie Cogburn tem um ataque de fúria depois de dias em frente a um computador, causando um morto. A detetive Eve Dallas é encarregada da investigação do caso, não havendo, porém, nada que consiga explicar a fúria súbita do homem ou a sua morte. A única pista existente é uma mensagem bizarra no ecrã do computador: Pureza Absoluta Cumprida.
Eve divide-se entre um difícil caso de trabalho e a intensa relação de amor que vive com o marido, no seio da qual finalmente encontra o seu equilíbrio e paz de espírito. Mas para se concentrar no trabalho, será que descompensa no coração de Roarke? Quando um segundo homem morre em circunstâncias quase idênticas, Dallas apercebe-se da coragem e força intelectual, para além do apoio incondicional de Roarke, de que necessita para deslindar o caso e encarar o impossível… será isto um vírus de computador passível de contágio da máquina para o homem?

Eu sou fã desta série e só me falta mesmo este novo na colecção. Tenho prazer em perceber que a editora se retratou e voltou a incluir a palavra mortal no título dos livros, dado que esta é a série Mortal e faz o seu sentido.

 

Alex Cross: Fogo Cruzado, James Patterson

Os planos para o casamento do detetive Alex Cross com a sua noiva, Bree Stone, são interrompidos. Alex é chamado à cena de crime do assassínio de dois dos mais corruptos de Washington, DC: um congressista sem escrúpulos e um lobista dissimulado. Mas o atirador furtivo volta a atacar, escolhendo outros políticos corruptos como alvos, e desencadeando uma torrente de teorias — afinal, será este atirador um herói ou um mercenário?
O caso toma proporções inesperadas e o FBI destaca o arrogante agente Max Siegel para a investigação. Rapidamente, Alex e Siegel entram em confronto acerca de quem tem jurisdição sobre o caso.
Entretanto, os assassínios continuam. Enquanto se debate com a identidade do atirador, Siegel e o casamento, Alex recebe um telefonema do seu mais mortífero adversário — Kyle Craig. O génio do crime está de volta a DC e não irá descansar enquanto não tiver eliminado de vez Cross e todos os seus entes queridos.
Apanhado no fogo cruzado, irá Alex conseguir sobreviver?

O 5º livro com Alex Cross como protagonista chega até nós. Eu já li o primeiro e gostei, tem um ritmo rápido e enreda-nos, acho que dentro do género está bom e quero ampliar a minha colecção deste autor.

 

Quais são os livros que querem adicionar às vossas estantes brevemente?

[Cabeceira] Aposta Indecente - Matilda Wright

 Olá :)

 

 Hoje falo de um livro que acabei há pouco, na verdade, mais ou menos 2 horas atrás.

 

 

Sinopse:
"Paris, 1854. Um dos homens mais ricos de França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa altura em que uma nuvem negra tolda os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.
A vida de Louis de Villeclaire desmorona-se…Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está a mentir. Mas quem? Porquê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.
Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III."
 
 
 Ora bem, Louis é um libertino, um homem do seu tempo, que se entretém nos bordéis e na pele das mulheres, no prazer que elas lhe proporcionam. Um bon vivant sem pejo algum e sem vontade de assentar. Já Catherine é um mistério, um algo que não se entende. Por essa incompreensão e por despertar em si, sentimentos que não sabe explicar, é que Louis age como se a odiasse, levando-a consigo e avisando-a que fará dela sua amante, como se seu dono fosse. E é, dado que a ganhou numa aposta, a aposta que fez com o velho notário Duvernois, um homem detestável que morreu antes de saldar a sua dívida para com o Marquês de Villeclaire. Posto isso, todos os seus pertences, incluíndo aquela viúva tão nova, que se veste com trajes negros e coçados mas que tem a postura e falas de uma senhora, são agora pertences de Louis.
No meio desta história por deslindar, vamos encontrar Blanche, que entra de repente na vida do Marquês. A querida e doce e jovem Blanche, cheia de objectivos e desejos. Ser rica e viver uma vida de luxo, é tudo o que a aparentemente inocente Blanche almeja, em concluo com sua mãe.
 Mas a história terá mais um vilão, terá o seu quê de angústia, um acto de heroísmo à antiga e descobriremos uma outra aposta, a que dá nome ao livro. Tudo isto feito e dito, enquanto esperamos que Louis se aperceba que os seus sentires novos, são de amor.
 
 Eu não sou tanto de romances, vocês sabem. Mas estou a tentar ler mais e de modo mais abrangente e definitivamente, gostei deste livro. Começa com a cama de Cléa e seus dotes carnais, de uma forma mais explícita que o habitual para os romances normais, se me faço entender. Além do mais, este livro tem tudo para agradar a uma mulher romântica: um solteirão inveterado e um amor que o leva a mudar e repensar tudo à sua volta! E sim, como num romance digno desse nome, leva-nos às lágrimas quando em vez e apetrecha-se de um happy ending.
 
 Como disse, gostei. E recomendo.
 
 Beijoo :)

[Cabeceira] Glória Mortal

 Olá :)

 

 Hoje falo-vos de um livro que estou a tentar ler. A tentar porque é difícil ler na minha hora de refeição, já que suas excelências os gajos do meu estaminé, gostam mesmo de discutir futebol. Aos berros sem respeito por nada nem ninguém. E torna-se complicado.

 Isto claro, quando não uso mais de metade dessa hora para ir ao leite ou a qualquer outro item necessário para a sobrevivência da prole.

 

Sinopse:

"A primeira vítima foi encontrada num passeio à chuva. A segunda foi morta no próprio apartamento. Eve Dallas, tenente da polícia de Nova Iorque, não tem dificuldade em ligar os dois crimes. Afinal, ambas as mulheres eram bonitas, famosas, e as suas vidas e amores glamorosos enchiam as capas das revistas. As suas relações íntimas com homens poderosos dão a Eve uma longa lista de suspeitos, incluindo Roarke, o seu próprio companheiro. Como mulher, Eve tem toda a confiança no homem que partilha a sua cama. Mas como polícia, é sua obrigação seguir todas as pistas... investigar todos os rumores escandalosos... explorar todas as paixões secretas, por mais obscuras que sejam. Ou perigosas!"

 

 Este é, segundo apurei, o 2º volume da Série Mortal de J.D. Robb/Nora Roberts. Não li o 1º mas estou a gostar tanto deste, que vou procurá-lo por aí.

 

 Comprei-o em 2ª mão, à simpática Ju e só tenho a dizer-vos bem dela e de todo o processo, que foi longo, dado que nos desencontrámos várias vezes. Ela ainda tem lá mais livrinhos e é só perguntarem que ela tira-vos as dúvidas em relação ao seu estado. Além disso, os preços são mimosos ;) Mais, ela tem para lá óptimos conselhos e dicas, se estiverem a pensar perder peso ou apenas ser mais saudáveis. Eu, verdade seja dita, quando me encontei com ela, que foi de raspão, achei-a bonita como é mas cada um sabe de si e o que interessa é ter saúde e motivação para alcançar os nossos objectivos.

 

 Quanto ao livro, ainda só vou na pág 55 mas posso dizer que estou a gostar muito. O que não fazia ideia quando vi a sinopse, era que o tempo do livro é 2058 e a existência de toda uma série de futurismos que me surgiram sem aviso. Estou a habituar-me.

 

 Gosto de Eve Dallas e da sua dificuldade em entregar-se a Roarke com todo o seu ser.

 Não sei explicar porquê, mas quando a visualizo, é sempre a imagem de Angie Harmon que me invade. Muito à custa das séries "O Clube das Investigadoras", que odiei ter sido cancelada e de "Rizzoli & Isles", que também adoro e que já vai na 3ª temporada, quando penso numa polícia, sem medos nem favores, é esta a mulher que a minha mente associa. Vá-se lá entender o cérebro! :)

 

 Se gostam de policiais, de enredo, aconselho o livro. Eu cá o vou tentando acabar, quando conseguir, venho dizer mais.

 

 Beijoo :)

[Cabeceira] Porque Não Pediram a Evans?

 

 Segundo livro dos comprados no Leiloes.net.

 

 Durante uma partida de golfe, o jovem filho do vigário, Bobby Jones, encontra um moribundo que acaba por lhe morrer nos braços, não sem antes dizer uma frase imperceptível para o fiel amigo de Badger. Porque não pediram a Evans? dita todas as acções seguintes, numa procura pelo seu significado, entre disfarces e tentativas de homicídio, na companhia de Lady Frances e Bobby, com uma ajuda inesperada de Badger, o amigo que sempre se mete em alhadas.

 

 Um livro bom, um livro que vale a pena ler. Mas eu sou suspeita :)

 

 

[Cabeceira] O Enigma das Cartas Anónimas

 Acabei agora de o ler. E para não variar, gostei.

 

 Eu gosto mesmo muito de ler, tem-me faltado é muita alguma paciência.

 E de entre todos os géneros, que ler de tudo um pouco só faz bem, o policial é o de eleição. Principalmente desta senhora.

 

 Este comprei baratinho no Leilões.net e não fiquei desagradada. Quer dizer, eu tenho bué da algumas manias com os livros que é como quem diz que não gosto que tenham marcas, deixa-me um bocado assim pró doente. Este veio com algumas, o outro que comprei vem quase intacto. Talvez também porque este seja de 2001 e o outro de 2009. Mas comprei dois pelo preço de um e isso faz-me bem à alma (eu sei que tenho pancada mas que fazer? se compro bom e barato sinto um calor no peito).

 

 Estou a fazer esta colecção da Asa há uma catrefada de anos, ou talvez sejam só 5 ou 6, qualquer coisa assim. A colecção está dividida em 3 séries, facilmente identificadas pela lombada: o meu querido Poirot, a não tão inócua Miss Marple e todos os Outros. Laranja, Azul e Cinza, é assim que os identifico rapidamente.

 Comecei com os de Poirot porque sou uma fãzorra mas o interesse também se estendeu ao resto da colecção, até porque as séries não são editadas em conjunto. Com isto, já tenho cerca de metade da colecção, é o meu vício. Podia dar-me para pior...

 

 Isto da crise afecta tudo em volta e foi com isso em mente que adquiri os meus livros novos, usados. O dinheiro tem que esticar e todos temos prioridades no que toca a gastá-lo. Obviamente que livros não são prioridade, excepto os escolares, então vai de aproveitar que o vendedor tem um bom feedback e manda vir. Em rigor, não é a primeira vez que compro um livro assim. A minha tara anterior era o Harry Potter e o último livro da série comprei no hi5 numa banca virtual.

 

 Gosto desta  colecção da Asa, gosto mesmo. Gosto das capas, das imagens, das páginas, tem um ar clean. Isto em oposto ao Vampiro Gigante. Que se há de fazer? Faz-me impressão aqueles livros, há algo neles que me desagrada violentamente. Repito, podia dar-me para pior.

 

 Voltando ao meu livro, é o número 4 e conta com a astuta Miss Marple. Ela não aparece logo, pelo contrário, vem quase no fim para dar uma achega. Outra coisinha sobre o livro: vem escrito na primeira pessoa, como um relato de tudo quanto sucedeu em Lymstock e o seu surto de cartas anónimas maldosas, suicídio e assassinato. É bom, toca no assunto da natureza humana e do que a move, assim como costuma acontecer na análise de Jane Marple. Os personagens são verosímeis, é-me fácil crer que há muitos deles neste mundo, com as suas falhas e competências.

 

 Gostei bastante, recomendo com entusiasmo juvenil, 191 páginas de Agatha Christie é sempre tempo bem empregue.

 

 

[Cabeceira] O Diário de um Banana 2

 

 Eu sei que parece que eu não leio livros escritos para adultos mas que se dane! :)

 Os livros servem para nos divertir, enamorar, informar, servem para tocar em nós e mudar-nos um pouco.

 E se nos melhorarem o humor, nem que por breves instantes, então são amigos preciosos de guardar. A não ser que sejam dos que temos de devolver à biblioteca da escola.

 Este já cá esteve e já se foi.

 Foi uma boa continuação do primeiro livro.

 Lembrou-me do quanto as nossas emergências e segredos monstruosos mudam com a idade. E de como as relações familiares nunca são simples.

 

 Quando crescemos, a realidade sobrepõe-se à fantasia e se um livro abre as portas do tempo e nos leva com ele numa viagem até à altura em que eramos menos do que acreditavamos ser, vamos de mãos dadas com ele!

 

 Eu fui. E gostei.

 

 

[Cabeceira] O Diário de um Banana

 Folga. Quer dizer, não se pode chamar bem folga, tive sessão de RVCC e não foi assim tão boa, pois não tenho tudo feito como a formadora-mor deseja. No entanto, não tive de sair às 4 da manhã de casa, nem sou afectada por greve de comboios, portanto, não é assim tão mau.

 

 O meu filho trouxe este livro da biblioteca da escola na semana passada mas ainda não lhe pegou. Gostava que ele lesse mais, que gostasse tanto de ler como eu. Vou tentando incutir-lhe isso, tenho esperança.

 

 Ele não lhe pegou mas eu peguei. Todas as 223 páginas foram lidas quase de seguida e posso dizer que gostei. Really.

 Jeff Kinney tem uma maneira de escrever (e desenhar) que facilita a leitura ao público-alvo, a.k.a. jovens meninos e meninas na preparatória. No entanto, é uma óptima opção para adultos also. Lembra-nos dos nossos tempos de preparatória, as ideias grandiosas, os esquemas infalíveis. Em suma, a inocência que nos foi retirada com a maioridade e as responsabilidades. Lembra-nos do nosso inner Greg. E isso é o que faz deste, um bom livro.

 

 "ORA, BOLAS!"