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Jardins Suspensos

Jardins Suspensos

[Família] 15 Anos de um Amor que não se finda ❤

Hoje é um dia especial para mim, é um dia em que o melhor de mim está à flor da pele, em que o coração se me enche os poros e as palavras. O dia em que se eleva a razão de estar aqui, a razão de ser, de existir e de sentir. 

 

15 anos e 1,70m, um sorriso lindo, uma cabeça no ar, pés que não param, desarrumado, vaidoso, bondoso, humano. 15 anos! O tempo passa e a vida acontece quando nós não estamos a contar os segundos.

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Feliz aniversário! ❤ 

[Família] Nome de Código: 7º Ano

 Olá :)

 

 Ontem, finalmente saíram as notas do 6º ano lá na escola do meu filho.

 

 A verdade é que não tinha dúvidas que ele passasse de ano mas obviamente que queria ver as notas efectivas!

 

 O meu menino não teve uma única negativa e ainda conseguiu um 4 a Ciências, que era uma disciplina em que tinha mais dificuldade :)

 

 Não desfazendo dos filhos dos outros, o meu é lindo e tudo e tudo! Acho que já o elogiei por aqui umas quantas de vezes mas acho realmente que ele merece, por tudo de bom que traz à minha vida e as formas como a enriquece.

 Ter filhos não é só ensinar, é também aprender. É dormir pouco e mal se eles não estiverem bem (força aí Andreia!).

 

 Os especialistas dizem que os pais não devem tentar ser amigos dos filhos, pois a sua principal função é disciplinar. A verdade é que se não formos minimamente amigos dos nossos filhos, não podemos esperar que eles nos confidenciem assuntos importantes e relevantes das suas vidas. Se formos apenas o general que impõe as regras e procede ao castigo caso eles não as cumpram, não estamos a criar uma relação de confiança com os petizes. Por vezes, quando acho que o meu filho se porta pior do que aquilo que quero dele, agarro-o e sento-o para conversar. Faço-o ver que fez errado, que tem tudo porque fazer melhor, que é capaz de melhor, que aquilo que ele faz, define o tipo de pessoa que é e irá ser. E acho que resulta. Digo a verdade, por vezes ameaço umas quantas palmadas, mas é muito raro ter de o fazer. E prefiro assim.

 

 Claro que ele se comporta como qualquer miúdo de 12 anos mas também age como um adulto por vezes. Como por exemplo na altura do aniversário em que, com dinheiro próprio, comprou coisas que necessitava e não bugigangas. Confesso, fiquei orgulhosa demais :D

 

 Por vezes tenho pena de não passar tanto tempo com ele como merece e precisa mas a verdade é que todo o esforço que tenho feito, é pela melhoria da sua vida. Podia claro, passar o dia em casa, de volta do computador e viver à custa do estado ou de algum familiar. Mas e depois, como é que ele aprendia que as coisas para aparecerem, precisam de trabalho, esforço? Com que moral eu ensinaria valores ao meu filho, se fosse mais uma sanguessuga, que pouco ou nada faz por si mesma, sem objectivos nem sonhos, sem arregaçar as mangas?!

 

 Não sou perfeita. O meu filho não é perfeito. É um menino que gosta de brincar com bonecos da WWE, que me melga para jogar UNO, que pede festinhas nas costas, que chega suado depois de jogar à bola, que me dá beijinhos e diz que me ama, todos os dias. Que merece toda a imperfeição afectuosa que tenho em mim. Isso e umas férias minimamente divertidas!

 

 Agora (por ente partidas de UNO e bifes de peru com natas) é tempo de fazer as contas ao stock de material escolar e ver a questão dos livros. 7º Ano, wait for us! :)

 

 

Beijoo :)

[Família] Em Modo Aferição

 Olá :)

 

 A esta hora está o meu bebé (que já nem é um bebé, está quase do meu tamanho) a ter a sua Prova de Aferição de Língua Portuguesa.

 

 Nem é suposto eu estar preocupada, agradeço o facto de ter um rapaz que se sái moderadamente bem no campo escolar, dado que até à data, nunca teve uma negativa em pauta alguma. Mas ainda assim, estou eu aqui, a perder o amor às unhas e a ter vontade de as roer, só para ter algo sistemático que fazer, já que stressar depois de 13 horas de trabalho não é opção.

 

 Eles crescem e crescem e o nosso coração cresce com eles, a par da nossa capacidade de os querer proteger do mundo grande, feio e mau.

 

 

 Que Charlie Brown esteja contigo e muita, muita sorte, aliada a tudo o que era suposto teres estudado!

 

[Family] Um Risco que Tenha Valido a Pena Tomar

 

 Para qualquer pessoa (mais ou menos normal), ser mãe/pai, será provavelmente a melhor coisa que irão fazer, a melhor experiência que irão ter. Tortuosa por vezes, mas a melhor.

 

 Tinha 16 anos quando fiquei grávida. Se amava o pai do meu filho? Sim, com tudo o que tinha dentro de mim. Se tinha ideia do que era aquela nova fase da minha vida? Não. Arrependo-me? Nem pensar!

 

 As minhas dúvidas em relação a mim mesma enquanto progenitora aumentavam de dia para dia, acredito que haja mulherio diferente e mais seguro de si, comigo era assim. Mas com o tempo passado e porque comida na mesa nunca faltou, nem abrigo e muito menos Amor, quando olho para o meu filho, enorme e feliz, tenho orgulho em mim. E tenho orgulho na pessoa que ele já é, nos seus rasgos de humor, nas suas palavras carinhosas, no seu sentido solidário. Acredito que é e será, uma pessoa melhor que eu e isso por si só, faz-me os olhos ficarem afogados.

 

 Detesto quando me dizem: "Foste mãe tão cedo!". Eu sei, eu estava lá, tinha noção do mundo e da minha idade, acham que não tenho cérebro?! Acredito que há quem julgue que, por ter sido mãe com 17 anos, seja uma pessoa desprovida de juízo. Não sou. Concebi o meu filho com amor, com amor o criei e crio, com amor o eduquei e com amor o castigo quando merece.

 

 Para que nunca lhe faltasse nada, fiz coisas que não queria, coisas que não faria se fosse por mim. É esse o poder que há em dar a vida: nunca se faz demais, nunca se ama o suficiente, nunca se olha a meios. Talvez seja eu que sou demasiado crua neste aspecto. Mas ele não pediu para nascer, se eu fui a responsável por isso, é da minha responsabilidade providenciar que a sua vida seja preciosa, apreciada, vivida, dentro dos meus limites físicos e mentais.

 

 Por vezes olho em redor e vejo cada coisa que me faz doer o coração. Há mulheres mais velhas que eu, com filhos da idade do meu, com o horário de merda igual ao meu, que têm problemas infindáveis com os miúdos. Comportamento, chegarem a casa já de noite sem avisarem onde foram, coisas assim. Há alturas em que não sei se tenho mais pena das mães ou das crianças.

 

 Criar um filho é f***, não tráz manual, varia consoante o feitio de ambos e se se é sozinho a fazê-lo, dobra a parte f. As crianças precisam de amor mas também de disciplina, isso de não os "amarrar" e deixar ser "espíritos livres" é conversa p'ra boi dormir. Para mim, é preguiça. Ameaçar por um filho num colégio interno porque se porta mal, quando nem sequer se olhou para o papel que anda na mala há uma semana, a dizer que notas teve, é inconcebível. E depois apregoar aos 4 ventos o quanto se adora os petizes e que sem eles a vida não faz sentido, opá, shoot me in the head!

 

 Não importa a idade em que se tem um filho. Importa a responsabilidade que vem desse milagre de dar vida. Contra todas as expectativas, sou uma mãe melhor que muitas, sou uma mãe que serve de exemplo a algumas, sou uma mãe elogiada. Sou uma mãe babada ;)

 

 Um risco que tenha valido a pena tomar, foi e é, ser mãe!

 

 

 

[Família] Ser Mãe não é um Passeio no Parque!

 - Mãe, mãe, chega aqui!!

 - O que é?!

 - Eu não sou virgem!

 

 Fico a olhar para a cara séria dele uns cinco segundos mas noto ali os cantos da boca a tentarem subir e a força que faz para não se rir e respondo-lhe:

 - Pois não, és Aquário! (e desmancha-se a rir)

 

 Será que há alguma nova disciplina na escola cujo nome seja "Como causar ataques cardíacos a Mães"?!

 

 Tem 11 anos, como será quando tiver 17?!

 

 

[Família] Coração de Mãe

 

 O meu filho foi de férias e eu chorei feita parva.

 

 Durante 5 dias de uma saudade insuportável, não o vou ter aqui para me dar abraços e beijos, para me pedir que cante para ele ao deitar, para me melgar, para fazer barulho até dar comigo em doida.

 Vou dar em doida na mesma.

 

 Eu sei que o raios partam do catraio já tem 11 anos e tudo isso, e que tenho de lhe dar asas para voar e coisas assim, e que na colónia de férias ele vai aprender e divertir-se e fazer novos amigos e outras coisas que tais, e que quando tinha a idade dele também teria gostado de ter uma oportunidade igual, e que só lhe vai fazer bem e tal, mas...

 Dá-me um nó no peito!

 

 Quando eles são pequenos e o barulho se torna insuportável, queremos sempre silêncio. Mas uma mãe habitua-se ao barulho, faz-lhe falta, nota logo que falta algo, que falta alguém.

 

 Neste silêncio irritante sem ele, faz-me falta o barulho dele, as palavras, os abraços e os beijos.

 

 Eu sei que estou a dramatizar mas tenho o coração pequenino pequenino.

 

 Já é sexta-feira?!...